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Revista Ferroviária
Publicada em 11/11/2011 13:51:46
  

Analista da CPTM vence o Prêmio Alstom

O matemático com especialização em Engenharia de Programação, Altair Pereira do Nascimento Junior, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), foi o grande vencedor do VIII Prêmio Alstom de Tecnologia Metroferroviária, patrocinado pela Alstom Transporte, com o trabalho “Sistema Único de Identificação de Trens”, que unificou os diferentes sistemas de identificação existentes para trens de cargas, passageiros, de serviços e locomotivas.

Analista de Planejamento e Desenvolvimento Operacional do Departamento de Engenharia de Sistemas Operacionais, com 35 anos de experiência na CPTM (e Ferrovia Paulista S.A - Fepasa), Altair Nascimento Jr conta que primeiro foi desenvolvida a integração de sistemas e depois  detectou-se a necessidade de criar um padrão de identificação unificado para os veículos, com integração dos dados dos três centros de controle operacional (CCO) existentes, que tinham procedimentos diferentes e utilizavam softwares de gestão também distintos.

Escolhida a metodologia, começou o trabalho de unificação pelos CCOs envolvendo a equipe técnica de análise de sistemas e pessoas dos diferentes departamentos. Cada unidade (trem, locomotiva e veículo de serviço) passou a ser identificada com um retângulo colorido, que varia de acordo com a atividade (passageiro, azul, por exemplo), por número conforme a origem (francesa, espanhola, etc.) e por linha de operação. Outro desenho identifica o sentido da linha, etc. Na rede, todas as informações são facilmente acessadas por meio de gráficos e quadros que reúnem e atualizam as informações de cada unidade.

Em segundo lugar, foi contemplada a engenheira Ellen Gonçalves Dias, do Metrô do Rio de Janeiro, com o trabalho “Soluções para o Amortecimento das Vibrações sobre o Suporte do Captor e Braços de Sustentação”.

Com cinco anos de experiência na empresa, no Departamento Operacional, a engenheira elétrica Hellen Dias foi levada a buscar solução para um problema de manutenção, caracterizado pela quebra constante de um suporte de captação de sinal da linha, feito em chapa perfurada, com peso de 28 quilos e custo de R$ 1.800,00. “Pelo menos 220 peças tiveram que ser substituídas por avarias e quebras no período”, citou.

Hellen conta que, desde 2009, passou a haver um compartilhamento de um trecho da Linha 1 pelos trens da Linha 2, com a criação de uma estação de interligação. Os sistemas de sinalização das duas linhas são diferentes, e se mostraram incompatíveis para os trens. Com a colaboração da Dynamic, uma empresa especializada em vibrações de trens, foram feitas análises em softwares desse componente e se chegou a um modelo de suporte que se adapta às duas linhas. Depois de testar alguns modelos de suporte, foi escolhida uma nova peça que pesa três quilos a menos e que já está em teste há seis meses sem nenhuma avaria.

O Prêmio Alstom de Tecnologia Metroferroviária é dividido em cinco categorias e aberto aos funcionários das empresas e alunos de escolas técnicas.

Receberam menção honrosa na categoria Sinalização e Manutenção os trabalhos: “Utilização de Sistema Informatizado na Gestão da Manutenção”, de Thiago Ferreira Hoffman, da Vale, de Vitória (ES), e “Sistema de Informações Técnico-Operacionais Online”, de Murilo Mascarenhas, da CPTM, São Paulo.

Na categoria Eletrificação, foram premiados com menções honrosas dois funcionários da CPTM de Osasco (SP): Otávio Ferreira de Almeida, com o trabalho “Supervisão e Proteção de Diodos – Retificador de Tração, e Antonio Carlos Cardoso, com “SGCE – Sistemas de Gerenciamento e Controle de Energia”.

Quatro trabalhos da categoria Via Permanente receberam menções honrosas: “Sistema Anti-descarrilamento de Carros das Esmerilhadoras de Trilho”, de autoria de Sharlistom Anacleto de Souza, da Vale de Governador Valadares (MG),: “Esmerilhamento Cíclicos sob Ponto de Vista do Conforto do Usuário”, de Tiago Augusto Alves, da Via Quatro, de São Paulo (SP); “Desenvolvimento de Unidade Vibratória com Peneiras para Brita”, de Henrique Carou Costa, do Metrô-Rio,  do Rio de Janeiro; e “Treinamento e Reciclagem com Utilização de Vídeos e Simulador”, de Carlos Roberto Del Valle, da CPTM, São Paulo.

“As vantagens do IGBT sobre o GTO na Tração Metroferroviária”, de José Donizete Venâncio, da CPTM, de Osasco (SP), ganhou menção honrosa na categoria Trens-Unidade.


 

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