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Valor Online
Publicada em 24/04/2009
  

Crise ameaça liquidez da previdência e de fundos de pensão

Os sistemas de previdência social de vários países estão ameaçados de problemas de liquidez, diante das perdas sem precedentes que sofreram em 2008 com a crise financeira, alerta a Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA, a sigla em inglês).

Os sistemas previdenciários são normalmente organizados em duas formas de financiamento. Uma é o sistema de repartição (Pay-as-You-Go), pelo qual os trabalhadores ativos pagam uma contribuição e o fundo angariado é repartido entre os inativos. O outro é o sistema de capitalização (Fully Funded), que acumula contribuições individuais.
Fundos de seguridade social que garantem o financiamento de sistemas por repartição (Pay-as-You-Go) tiveram perdas estimadas em US$ 225 bilhões com investimentos negativos no ano passado. Para alguns fundos, o rombo representa até cinco anos de ganhos de investimentos e 25% do valor líquido de seus capitais.

Além disso, os fundos de pensão privada, com outro tipo de financiamento à seguridade, tiveram perdas estimadas em US$ 5 trilhões em 2007, segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na maioria dos países, os sistemas de previdência social são majoritariamente públicos.

Pesquisa da ISSA com 47 instituições em torno do mundo mostra que fundos de seguridade social em países em desenvolvimento tiveram em geral desempenho melhor nos investimentos do que aqueles dos paises industrializados, em meio à crise atual.

A entidade atribui esse desempenho a vários fatores: fundos nacionais que não podem investir no exterior aplicaram o dinheiro em ativos de renda fixa principalmente ou seus mercados não têm sido muito afetados pela crise global.

A queda de valor de fundos de pensão é estimada em 35% na Irlanda e em 25% nos EUA.

Um seminário hoje na Organização Internacional do Trabalho (OIT) examinará o impacto da crise financeira, que afeta a seguridade social de duas formas. Primeiro, pelas perdas importantes nos investimentos dos fundos, colocando em perigo a viabilidade financeira deles. Segundo, com a crise financeira se transformando em crise econômica, a seguridade social sofre com a queda de receita - através de menor contribuição - e aumento da despesa com mais beneficiários e demandas. A combinação desses fatores terá fortes implicações nas políticas de várias instituições de seguridade social.

Um efeito imediato da crise econômica foi o forte aumento no numero de desempregados, com alguns paises registrando demandas sem precedentes de pedidos de seguro-desemprego.

"A receita e as reservas de seguridade social baixaram significativamente, ao mesmo tempo em que os gastos cresceram consideravelmente", afirma a ISSA.

Boa parte das instituições ouvidas confirmaram que os ativos sob gestão continuarão a ser afetados pela crise no médio prazo.

Esta semana, a OCDE conclamou os governos a manter regras para tornar os fundos privados atrativos. Alertou que o sistema público de repartição enfrenta problemas de sustentabilidade, diante do envelhecimento da população e do impacto da crise com o aumento de desempregados.


 

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